Nunca conheci nenhuma criança chamada Inácio. Prá mim, Inácio sempre foi nome de adulto. De adulto e de presidente, só. Até que aqui, em Barão de Melgaço, essa linda cidade pantaneira, fui apresentada a um garotinho franzino, de cabelos claros e crespos, de cabecinha redonda e sorriso cerrado nos lábios. De poucas expressões, mas de um olhar profundo e brilhante. Ele é filho de um casal da igreja com que temos trabalhado. Já estamos na quarta semana e colecionamos muitos amigos por aqui. Ele também mora nos arredores e sempre vem nos visitar.
Inácio tinha um sonho. Já se aproximava sua quarta primavera e tudo que ele mais queria era uma festinha. Ele nunca teve uma festa de aniversário. Sua família, bastante carente, nunca teve condições de lhe proporcionar tamanha alegria. Mas, devido a insistência de Inácio, sua mãe decidiu usar o dinheiro do 'Bolsa Família' para fazer a festa.
O dia marcado era sábado. Após o culto tradicional, o salão da igreja seria o cenário do sonho de Inácio. Fiquei reparando nas pessoas que chegavam. Havia muitos rostos diferentes, provavelmente convidados de Inácio. Ele, no entanto, pouco os percebia. Estava sentado, num dos primeiros bancos, de vermelho e jeans, apertava os dedos da mão, numa demonstração clássica de nervosismo e ansiedade. A cada cinco segundos seu olhar buscava a porta. Onde estaria o bolo? Quando então as luzes se apagaram e o bolo, de cobertura azul, apontou na entrada da igreja, Inácio deu o mais belo sorriso de todo o Pantanal. Num pulo ele foi parar na reta por onde o bolo passaria. Ninguém conseguirá definir em palavras o tamanho da felicidade de Inácio.
Horas antes, ajudamos a encher as bexigas do aniversário e fizemos uma vaquinha pra comprar um presentinho. Sabe, não havia muitas coisas na festinha, era o bolo, pipocas, refrigerantes, algumas bexigas e quase nenhum presente. Mas para Inácio, bom para Inácio era o paraíso! Era a realização de um sonho, do seu tão esperado sonho... Feliz aniversário Inácio!
ATIVIDADES
Além de termos o privilégio de compartilhar e contribuir com a alegria do povo pantaneiro, nessas últimas duas semanas nós fizemos diversas atividades. Evangelizamos em escolas, no Festival de Pesca, ensinamos na igreja, fizemos visitas na vizinhança e um censo para conhecer melhor a comunidade da Vila do Recreio, onde temos morado.
Percebemos que a maioria das pessoas não terminou o Ensino Fundamental, não têm os documentos básicos e nem um emprego estável. Temos encorajado a igreja local a ser resposta a essas e outras necessidades. Nessa semana, vamos para Retiro São Bento e São Pedro de Joselândia, no coração do pantanal. Lá nosso desafio será ainda maior. Quer ir comigo?
segunda-feira, 17 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Meu Pé-Di-Reito-Sem-Unha
Sempre ouvi dizer que entrar num lugar com o pé direito era sinal de sorte. Há quem faça malabarismos para sair da cama e pisar no chão, primeiro, com o pé direito. Se isso atrai bons fluidos em não sei, só sei que meu pé direito tem passado por maus bocados...
Ainda estava em Vitória quando percebi algo estranho na unha do dedão. Ela estava escura, fofa e solta. Não sei ao certo quando começou, mas depois qeu percebi, não tirei mais os olhos da unha. Também não sei ao certo a razão dela ter ficado assim, imagino ter sido por causa de um sapato fechado e apertado que eu usei. Mas há quem diga que o motivo foi a ação de fungos, outros, que a culpa foi da pobre da manicure que fez meu pé há muito tempo. A razão eu não sei, mas desde então, por via das dúvidas, não usei mais sapatos, nem fui à manicure e fiquei bastante atenta para não deixar nenhum bichinho chegar perto do meu dedão.
Os dias foram passando e a unha não melhorou, apesar dos meus cuidados. Tive que me acostumar à nova rotina de não pisar de qualquer jeito e nem em qualquer lugar. Mas ainda assim tive de tomar a dificil decisão de cortar a unha, jogar fora a parte podre e deixá-la ainda mais exposta.
Dramas à parte, foi uma decisão dificíl. Quem nunca levou uma topada ou arrancou a cabeça do dedão que atire a primeira pedra. Eu estava com medo. Medo de sentir dor, medo da vergonha de ter um dedo sem unha. Medo da situação piorar. Mas era a única saída: enfrentar o alicate.
Bom, bonito, bonito meu dedo não ficou, como pode-se ver pela foto. Mas, com os meus cuidados ele está melhorando. Ele está ficando saudável. E não precisa ser bonito, o que importa é ter saúde, não é isso o que dizem?!!...rs...
E ele, o meu pé direito, tem me acompanhado. Esteve comigo no comissionamento em Vitória, entrou comigo no avião para Cuiabá, tem suado comigo nos dias quentes dessa terra tão linda, tem mergulhado nos rios pantaneiros, tem entrado nos lares desse povo simples, hospitaleiro e de fala corrida, tem conhecido e compartilhado de sua cultura, de sua comida, de seus costumes... Apesar de sua debilidade, ele tem cumprido fielmente sua missão: Tem me conduzido, dia após dia...
E enquanto escrevo vem à minha cabeça que minha vida bem poderia ser comparada ao meu pé direito. Às vezes partes de mim estão feridas e machucadas, talvez devido a escolha de entrar em "sapatos fechados e apertados", ou ainda, não por culpa minha, mas pelo fato de ser atacada por "fungos". Ou, quem sabe, por permitir que 'manicures' mexam onde não deveriam. Nunca será fácil enfrentar o 'alicate da cura', mas meu descanso é saber que assim como estou cuidando do meu pé direito, há Alguém, maior do que eu, cuidando de mim.
Ah, e é claro, ainda existe aquela promessa: 'Quão formosos são os pés dos que...', bom, acho que todo mundo sabe o restante!
DESAFIO PANTANAL
De: 21 de abril a 15 de junho
Atividades: Ações sociais e humanitárias, evangelismo, discipulado, recreação infantil, palestras em escolas, impactos em praças, igrejas e ruas.
Como ajudar: Oração e apoio financeiro.
Contato: fabiana.tostes@hotmail.com
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Agência: 1034
Conta Poupança: 00003990-0
Variação: 013
Ainda estava em Vitória quando percebi algo estranho na unha do dedão. Ela estava escura, fofa e solta. Não sei ao certo quando começou, mas depois qeu percebi, não tirei mais os olhos da unha. Também não sei ao certo a razão dela ter ficado assim, imagino ter sido por causa de um sapato fechado e apertado que eu usei. Mas há quem diga que o motivo foi a ação de fungos, outros, que a culpa foi da pobre da manicure que fez meu pé há muito tempo. A razão eu não sei, mas desde então, por via das dúvidas, não usei mais sapatos, nem fui à manicure e fiquei bastante atenta para não deixar nenhum bichinho chegar perto do meu dedão.
Os dias foram passando e a unha não melhorou, apesar dos meus cuidados. Tive que me acostumar à nova rotina de não pisar de qualquer jeito e nem em qualquer lugar. Mas ainda assim tive de tomar a dificil decisão de cortar a unha, jogar fora a parte podre e deixá-la ainda mais exposta.
Dramas à parte, foi uma decisão dificíl. Quem nunca levou uma topada ou arrancou a cabeça do dedão que atire a primeira pedra. Eu estava com medo. Medo de sentir dor, medo da vergonha de ter um dedo sem unha. Medo da situação piorar. Mas era a única saída: enfrentar o alicate.
Bom, bonito, bonito meu dedo não ficou, como pode-se ver pela foto. Mas, com os meus cuidados ele está melhorando. Ele está ficando saudável. E não precisa ser bonito, o que importa é ter saúde, não é isso o que dizem?!!...rs...
E ele, o meu pé direito, tem me acompanhado. Esteve comigo no comissionamento em Vitória, entrou comigo no avião para Cuiabá, tem suado comigo nos dias quentes dessa terra tão linda, tem mergulhado nos rios pantaneiros, tem entrado nos lares desse povo simples, hospitaleiro e de fala corrida, tem conhecido e compartilhado de sua cultura, de sua comida, de seus costumes... Apesar de sua debilidade, ele tem cumprido fielmente sua missão: Tem me conduzido, dia após dia...
E enquanto escrevo vem à minha cabeça que minha vida bem poderia ser comparada ao meu pé direito. Às vezes partes de mim estão feridas e machucadas, talvez devido a escolha de entrar em "sapatos fechados e apertados", ou ainda, não por culpa minha, mas pelo fato de ser atacada por "fungos". Ou, quem sabe, por permitir que 'manicures' mexam onde não deveriam. Nunca será fácil enfrentar o 'alicate da cura', mas meu descanso é saber que assim como estou cuidando do meu pé direito, há Alguém, maior do que eu, cuidando de mim.
Ah, e é claro, ainda existe aquela promessa: 'Quão formosos são os pés dos que...', bom, acho que todo mundo sabe o restante!
DESAFIO PANTANAL
De: 21 de abril a 15 de junho
Atividades: Ações sociais e humanitárias, evangelismo, discipulado, recreação infantil, palestras em escolas, impactos em praças, igrejas e ruas.
Como ajudar: Oração e apoio financeiro.
Contato: fabiana.tostes@hotmail.com
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Agência: 1034
Conta Poupança: 00003990-0
Variação: 013
segunda-feira, 22 de março de 2010
RUMO AO PANTANAL
‘Àquele que fez o céu, o mar e a fonte das águas’
É bom poder voltar aqui e compartilhar com vocês, amigos, os desafios que Deus tem nos proporcionado. São muitas atividades, muitos projetos e muitos sonhos também. E o melhor de participar disso tudo é poder co-criar com Deus e escrever novas histórias...
Nosso desafio agora é lá no centro do Brasil, no Mato Grosso. A Eted (Escola de Treinamento e Discipulado), a qual sou obreira, foi desafiada a servir por dois meses numa das regiões mais belas do Brasil: o Pantanal.
Em meio a toda beleza da Criação, à diversidade da fauna e da flora presente nesta região, vamos também com o intuito de levar e refletir o amor de Deus aos povos ribeirinhos, ao humilde povo pantaneiro daquele lugar.
Nosso destino é a comunidade de São Pedro de Joselândia, que fica no município de Barão de Melgaço, a 180 km de Cuiabá. Segundo relatos de outros missionários, lá é uma região bastante carente, marcada pela idolatria e pelo alto índice de abuso de drogas e prostituição.
É uma terra muito sofrida, mas que possui um povo hospitaleiro e amado, muito amado por Deus. Estamos, neste tempo, buscando o coração de Deus por estratégias para alcançar e abençoar, de alguma forma, esta comunidade e queremos te incluir nesse grande propósito que primeiramente não é nosso, mas de Deus!
Vamos com uma equipe de 10 pessoas (Duas obreiras e oito alunos) e precisamos muito de suas orações e apoio financeiro. Os desafios estão relacionados abaixo e caso queira saber mais informações, entre em contato conosco: eted@jocumvitoria.org ou fabiana.tostes@hotmail.com
Desafios:
Ida: 21 de abril de 2010 (previsão)
Retorno: 15 de junho de 2010 (previsão)
Passagens de avião Vitória – Cuiabá –Vitória: R$ 512,64. (Pela Gol. Essa é uma previsão. Como ainda não compramos as passagens corremos o risco do valor aumentar à medida que a data da viagem se aproxima. Optamos por avião porque as passagens de ônibus são mais caras e a viagem dura mais de 30 horas).
Passagem Cuiabá – São Pedro de Joselândia – Cuiabá: R$ 100,00. (Essa viagem é feita por terra e por água, de trator e de barco).
Hospedagem: R$ 45,00 (Previsão. O que equivale ao aluguel da casa em que vamos morar durante o período prático no Pantanal).
Alimentação e gastos extras: R$ 100,00 (É o mínimo que precisamos para nos manter durante os dois meses. Precisamos de um valor extra para emergências e para a alimentação da equipe, caso a gente não consiga doações de alimentos).
Precisamos levar: Bota estilo galoxa (por causa da lama e da incidência de cobras), repelentes, remédios, rede, roupas de tactel, produtos de higiene e dinheiro para gastos pessoais.
Como ajudar?
Ore e dê uma lida em nossa lista de desafios. Tenho certeza que Deus te guiará para ajudar de alguma forma, seja por meio da sua oração, da sua influência ou da sua oferta. Queremos levar você conosco para o Pantanal e juntos, levar o Reino de Deus para lá.
Obrigada por mais uma vez sonhar comigo os sonhos de Deus!
É bom poder voltar aqui e compartilhar com vocês, amigos, os desafios que Deus tem nos proporcionado. São muitas atividades, muitos projetos e muitos sonhos também. E o melhor de participar disso tudo é poder co-criar com Deus e escrever novas histórias...
Nosso desafio agora é lá no centro do Brasil, no Mato Grosso. A Eted (Escola de Treinamento e Discipulado), a qual sou obreira, foi desafiada a servir por dois meses numa das regiões mais belas do Brasil: o Pantanal.
Em meio a toda beleza da Criação, à diversidade da fauna e da flora presente nesta região, vamos também com o intuito de levar e refletir o amor de Deus aos povos ribeirinhos, ao humilde povo pantaneiro daquele lugar.
Nosso destino é a comunidade de São Pedro de Joselândia, que fica no município de Barão de Melgaço, a 180 km de Cuiabá. Segundo relatos de outros missionários, lá é uma região bastante carente, marcada pela idolatria e pelo alto índice de abuso de drogas e prostituição.
É uma terra muito sofrida, mas que possui um povo hospitaleiro e amado, muito amado por Deus. Estamos, neste tempo, buscando o coração de Deus por estratégias para alcançar e abençoar, de alguma forma, esta comunidade e queremos te incluir nesse grande propósito que primeiramente não é nosso, mas de Deus!
Vamos com uma equipe de 10 pessoas (Duas obreiras e oito alunos) e precisamos muito de suas orações e apoio financeiro. Os desafios estão relacionados abaixo e caso queira saber mais informações, entre em contato conosco: eted@jocumvitoria.org ou fabiana.tostes@hotmail.com
Desafios:
Ida: 21 de abril de 2010 (previsão)
Retorno: 15 de junho de 2010 (previsão)
Passagens de avião Vitória – Cuiabá –Vitória: R$ 512,64. (Pela Gol. Essa é uma previsão. Como ainda não compramos as passagens corremos o risco do valor aumentar à medida que a data da viagem se aproxima. Optamos por avião porque as passagens de ônibus são mais caras e a viagem dura mais de 30 horas).
Passagem Cuiabá – São Pedro de Joselândia – Cuiabá: R$ 100,00. (Essa viagem é feita por terra e por água, de trator e de barco).
Hospedagem: R$ 45,00 (Previsão. O que equivale ao aluguel da casa em que vamos morar durante o período prático no Pantanal).
Alimentação e gastos extras: R$ 100,00 (É o mínimo que precisamos para nos manter durante os dois meses. Precisamos de um valor extra para emergências e para a alimentação da equipe, caso a gente não consiga doações de alimentos).
Precisamos levar: Bota estilo galoxa (por causa da lama e da incidência de cobras), repelentes, remédios, rede, roupas de tactel, produtos de higiene e dinheiro para gastos pessoais.
Como ajudar?
Ore e dê uma lida em nossa lista de desafios. Tenho certeza que Deus te guiará para ajudar de alguma forma, seja por meio da sua oração, da sua influência ou da sua oferta. Queremos levar você conosco para o Pantanal e juntos, levar o Reino de Deus para lá.
Obrigada por mais uma vez sonhar comigo os sonhos de Deus!
quinta-feira, 11 de março de 2010
MENINA, PORQUE NÃO SORRI?
Menina, porque não sorri?
Por que seu olhar não brilha mais?
Por que não se alegra com aquilo que faz?
Por que seu coração sempre pede mais?
Menina, porque não sorri?
O que você busca que ainda não tem?
O que você possui que não te faz bem?
O que é que ainda te mantém refém?
Menina, porque não sorri?
O que te deixa tão triste assim?
Que angústia é essa que parece não ter fim?
Por que não diz, por que não diz pra mim?
Menina, porque não sorri?
Por que te incomodas com o que é pequeno?
Por que deixa sua doçura virar veneno?
Por que se transformou em alguém que não conheço?
Menina, porque não sorri?
Será que é tudo isso e você não vê?
Que não adianta mais se esconder?
Que isso só irá te fazer sofrer?
Menina, porque não sorri?
Por que não se abre para a cura?
Por que rejeitas a minha ajuda?
Por que se apega à amargura?
Menina, porque não sorri?
Por que teus olhos estão sempre a chorar?
Por que me impede de te amar?
Por que não vem pros meus braços se acalmar?
Menina, porque não sorri?
Por que me priva do teu sorriso?
Por que não me deixa enrolar novamente seus cachichos?
Por que tão longe, tão longe do meu carinho?
Menina, porque não sorri?
Essa faz parte da minha outra série: 'Escrevo melhor quando estou triste!'
Por que seu olhar não brilha mais?
Por que não se alegra com aquilo que faz?
Por que seu coração sempre pede mais?
Menina, porque não sorri?
O que você busca que ainda não tem?
O que você possui que não te faz bem?
O que é que ainda te mantém refém?
Menina, porque não sorri?
O que te deixa tão triste assim?
Que angústia é essa que parece não ter fim?
Por que não diz, por que não diz pra mim?
Menina, porque não sorri?
Por que te incomodas com o que é pequeno?
Por que deixa sua doçura virar veneno?
Por que se transformou em alguém que não conheço?
Menina, porque não sorri?
Será que é tudo isso e você não vê?
Que não adianta mais se esconder?
Que isso só irá te fazer sofrer?
Menina, porque não sorri?
Por que não se abre para a cura?
Por que rejeitas a minha ajuda?
Por que se apega à amargura?
Menina, porque não sorri?
Por que teus olhos estão sempre a chorar?
Por que me impede de te amar?
Por que não vem pros meus braços se acalmar?
Menina, porque não sorri?
Por que me priva do teu sorriso?
Por que não me deixa enrolar novamente seus cachichos?
Por que tão longe, tão longe do meu carinho?
Menina, porque não sorri?
Essa faz parte da minha outra série: 'Escrevo melhor quando estou triste!'
sexta-feira, 5 de março de 2010
'Sequenãoseja'
Se me julgar, que não seja pelos meus amores...
Se me amparar, que não seja pelas minhas dores...
Se comigo andar, que não seja pelos meus temores...
Se me ofender, que não seja pra valer...
Se vier a mim, que não seja pra partir...
Se tiver dó, que não seja por mim só...
Se acontecer, que não seja por acaso...
Se acabado, que não seja por você...
Se eu morrer, que não seja do teu lado...
Se for a nado, que não seja para eu ver...
Se for falar, que não seja pra iludir...
Se for lutar, que não seja pra ferir...
Se for amar, que não seja pra mentir...
Se for viver, que não seja só por ti...
Da minha série: ‘Um dia eu ainda viro uma escritora!’...rs...
Se me amparar, que não seja pelas minhas dores...
Se comigo andar, que não seja pelos meus temores...
Se me ofender, que não seja pra valer...
Se vier a mim, que não seja pra partir...
Se tiver dó, que não seja por mim só...
Se acontecer, que não seja por acaso...
Se acabado, que não seja por você...
Se eu morrer, que não seja do teu lado...
Se for a nado, que não seja para eu ver...
Se for falar, que não seja pra iludir...
Se for lutar, que não seja pra ferir...
Se for amar, que não seja pra mentir...
Se for viver, que não seja só por ti...
Da minha série: ‘Um dia eu ainda viro uma escritora!’...rs...
Simples! Simples assim...
Minha sandália é de couro
Meu vestido é de chita
Meu laço é de papel
Meu cinto é de conchinha!
Meu coração é de manteiga
Minha conversa é curta
Meu sorriso é torto
Minha vida é dura!
Minha unha é encravada
Minha caneta é sem tampa
Meu mundo é engraçado
Meu cabelo me espanta!
Meu humor é oscilante
Meu caminho é sagaz
Meu tudo é num instante
Meu desejo? Ser só eu e ninguém mais!
Meu vestido é de chita
Meu laço é de papel
Meu cinto é de conchinha!
Meu coração é de manteiga
Minha conversa é curta
Meu sorriso é torto
Minha vida é dura!
Minha unha é encravada
Minha caneta é sem tampa
Meu mundo é engraçado
Meu cabelo me espanta!
Meu humor é oscilante
Meu caminho é sagaz
Meu tudo é num instante
Meu desejo? Ser só eu e ninguém mais!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Uma poesia...
Ahh, quem me dera ter nascido uma poesia...
E ter os meus anos transformados em rimas,
Minhas vivências em versos singelos para combinar!
Quem me dera se meus passos fossem sílabas contadas,
Com linhas descritas e ordenadas
Perfeitas, sem nenhuma chance de errar!
Quem me dera se tivesse vírgulas para separar meus pensamentos
E palavras tão leves como o vento
Que um ponto final não as impedisse de voar!
Quem me dera se a vida não terminasse com a morte
Como a poesia não termina com a estrofe
E deixa livre aquela que vive a sonhar!
(Fabiana Tostes)
E ter os meus anos transformados em rimas,
Minhas vivências em versos singelos para combinar!
Quem me dera se meus passos fossem sílabas contadas,
Com linhas descritas e ordenadas
Perfeitas, sem nenhuma chance de errar!
Quem me dera se tivesse vírgulas para separar meus pensamentos
E palavras tão leves como o vento
Que um ponto final não as impedisse de voar!
Quem me dera se a vida não terminasse com a morte
Como a poesia não termina com a estrofe
E deixa livre aquela que vive a sonhar!
(Fabiana Tostes)
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