Ahh, quem me dera ter nascido uma poesia...
E ter os meus anos transformados em rimas,
Minhas vivências em versos singelos para combinar!
Quem me dera se meus passos fossem sílabas contadas,
Com linhas descritas e ordenadas
Perfeitas, sem nenhuma chance de errar!
Quem me dera se tivesse vírgulas para separar meus pensamentos
E palavras tão leves como o vento
Que um ponto final não as impedisse de voar!
Quem me dera se a vida não terminasse com a morte
Como a poesia não termina com a estrofe
E deixa livre aquela que vive a sonhar!
(Fabiana Tostes)
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Alcides e o Mundo
Eram 22 hs de domingo e eu acabava de colocar meu prato de janta no microondas quando uma notícia no Fantástico chamou minha atenção. Tinha acabado de chegar de uma igreja longe e o que eu menos queria fazer era parar em frente à TV, havia decidido jantar e ir dormir. Mas, os apresentadores começaram a falar de uma série que eles tinham produzido em 2007 chamada ‘Felicidade’ e de uma mulher, uma catadora de papelão, que havia traduzido muito bem o que era isso.
Não me lembro o nome da catadora, mas lembro do filho dela: Alcides. E a razão de sua felicidade era devido ao seu filho ter passado no vestibular para Biomedicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ela pulava de alegria diante das câmeras e do resultado do vestibular, fixado no muro da faculdade.
Ela tinha razão de estar feliz! No nosso país, onde boa educação é para poucos e educação superior para pouco menos ainda, colocar um filho dentro de uma faculdade federal é um privilégio e tanto. Ainda mais ela, moradora do subúrbio, negra, catadora de papel, sem marido, que nunca teve condições de pagar uma escola particular... É, ela tinha razão de estar feliz.
Na época, tanto ela como o filho foram entrevistados e Alcides se tornou um ícone em todo país da inclusão social. Ele estava realizando seu grande sonho de ser, um dia, médico. Uma inspiração para outros na sua idade e até mesmo para seus outros irmãos, que passaram a estudar com diligência para também conseguir chegar lá.
Mas a reportagem não terminaria aí... A cena daquela mulher, que outrora pulava de alegria, era agora de tristeza. Na última sexta-feira, Alcides voltava da faculdade e já entrava em sua casa quando foi baleado com dois tiros na cabeça. Os assassinos, dois jovens rapazes, o confundiram com outra pessoa, atiraram e fugiram. Alcides chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu... Ali acabava o sonho de Alcides. Ali acabava a alegria de uma mãe.
A catadora mal podia ficar em pé diante do caixão do filho, morto. O reitor, os colegas de faculdade, a comunidade onde morava, todos tentaram ampará-la. Mas que humano pode consolar uma mãe que perde o filho, seu orgulho, seu tesouro? A reportagem terminou com a cena da terra sendo jogada em cima do caixão.
A notícia não durou mais de três minutos, mas foi suficiente para inundar de lágrimas meu prato de arroz, feijão e frango frito, que virou ensopado. Fui comer na cozinha para que meus pais não me vissem chorando e de lá sussurrei sozinha: ‘Por que?!’
Que mundo é esse tão mau que nós vivemos? Que mundo é esse que assassina cruelmente seus jovens mais promissores? Que mundo é esse que faz com que mães tão franzinas e tão batalhadoras sofram tanto? Que mundo é esse que deixa impune quem pratica tamanha maldade? Que mundo é esse cheio de tristeza, amargura e dor?
Em meio ao meu choro solitário e solidário olhei pros céus, que aqui foram representados pelo teto gorduroso da minha cozinha, e desejei mesmo ir embora desse mundo. “Não tem mais jeito! Não adianta, quanta injustiça!” foi o que me veio ao coração. Mas tão rápido quanto este pensamento foi o seguinte, que me surpreendeu: “Porque Deus amou o mundo (sim, esse mesmo mundo) de tal maneira...”.
Está vendo este mundo podre, cheio de mazelas, dor, injustiça e crueldade em que vivemos? Ele mesmo é alvo do amor de Deus. Deus o amou e deu o seu único Filho para salvá-lo. Não sei para você, mas é difícil para mim compreender tamanho amor. Eu, no lugar daquela catadora, não conseguiria sequer olhar para os assassinos que roubaram a vida do Alcides. Já Deus entregou seu filho à morte para que eu, a catadora, o Alcides, os dois assassinos e o mundo inteiro tivéssemos vida para sempre.
É preciso não sair daqui. É preciso ficar nesse mundo e lutar. Lutar por mudanças, lutar por justiça, lutar por amor. É preciso chorar, sentir a dor, deixar o nosso coração queimar para nos motivar a viver com um propósito, por um ideal e, se preciso for, dar a vida por isso. Sei que a comoção que sinto agora amanhã estará bem menor, mas é preciso não esquecer. Não colocar a cabeça no travesseiro e dormir como se a história do Alcides fosse só mais uma entre tantas... Na verdade, ela é mais uma, mas que hoje para nós ela seja suficiente para nos transformar e nos fazer transformar o mundo ao nosso redor.
Não me lembro o nome da catadora, mas lembro do filho dela: Alcides. E a razão de sua felicidade era devido ao seu filho ter passado no vestibular para Biomedicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ela pulava de alegria diante das câmeras e do resultado do vestibular, fixado no muro da faculdade.
Ela tinha razão de estar feliz! No nosso país, onde boa educação é para poucos e educação superior para pouco menos ainda, colocar um filho dentro de uma faculdade federal é um privilégio e tanto. Ainda mais ela, moradora do subúrbio, negra, catadora de papel, sem marido, que nunca teve condições de pagar uma escola particular... É, ela tinha razão de estar feliz.
Na época, tanto ela como o filho foram entrevistados e Alcides se tornou um ícone em todo país da inclusão social. Ele estava realizando seu grande sonho de ser, um dia, médico. Uma inspiração para outros na sua idade e até mesmo para seus outros irmãos, que passaram a estudar com diligência para também conseguir chegar lá.
Mas a reportagem não terminaria aí... A cena daquela mulher, que outrora pulava de alegria, era agora de tristeza. Na última sexta-feira, Alcides voltava da faculdade e já entrava em sua casa quando foi baleado com dois tiros na cabeça. Os assassinos, dois jovens rapazes, o confundiram com outra pessoa, atiraram e fugiram. Alcides chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu... Ali acabava o sonho de Alcides. Ali acabava a alegria de uma mãe.
A catadora mal podia ficar em pé diante do caixão do filho, morto. O reitor, os colegas de faculdade, a comunidade onde morava, todos tentaram ampará-la. Mas que humano pode consolar uma mãe que perde o filho, seu orgulho, seu tesouro? A reportagem terminou com a cena da terra sendo jogada em cima do caixão.
A notícia não durou mais de três minutos, mas foi suficiente para inundar de lágrimas meu prato de arroz, feijão e frango frito, que virou ensopado. Fui comer na cozinha para que meus pais não me vissem chorando e de lá sussurrei sozinha: ‘Por que?!’
Que mundo é esse tão mau que nós vivemos? Que mundo é esse que assassina cruelmente seus jovens mais promissores? Que mundo é esse que faz com que mães tão franzinas e tão batalhadoras sofram tanto? Que mundo é esse que deixa impune quem pratica tamanha maldade? Que mundo é esse cheio de tristeza, amargura e dor?
Em meio ao meu choro solitário e solidário olhei pros céus, que aqui foram representados pelo teto gorduroso da minha cozinha, e desejei mesmo ir embora desse mundo. “Não tem mais jeito! Não adianta, quanta injustiça!” foi o que me veio ao coração. Mas tão rápido quanto este pensamento foi o seguinte, que me surpreendeu: “Porque Deus amou o mundo (sim, esse mesmo mundo) de tal maneira...”.
Está vendo este mundo podre, cheio de mazelas, dor, injustiça e crueldade em que vivemos? Ele mesmo é alvo do amor de Deus. Deus o amou e deu o seu único Filho para salvá-lo. Não sei para você, mas é difícil para mim compreender tamanho amor. Eu, no lugar daquela catadora, não conseguiria sequer olhar para os assassinos que roubaram a vida do Alcides. Já Deus entregou seu filho à morte para que eu, a catadora, o Alcides, os dois assassinos e o mundo inteiro tivéssemos vida para sempre.
É preciso não sair daqui. É preciso ficar nesse mundo e lutar. Lutar por mudanças, lutar por justiça, lutar por amor. É preciso chorar, sentir a dor, deixar o nosso coração queimar para nos motivar a viver com um propósito, por um ideal e, se preciso for, dar a vida por isso. Sei que a comoção que sinto agora amanhã estará bem menor, mas é preciso não esquecer. Não colocar a cabeça no travesseiro e dormir como se a história do Alcides fosse só mais uma entre tantas... Na verdade, ela é mais uma, mas que hoje para nós ela seja suficiente para nos transformar e nos fazer transformar o mundo ao nosso redor.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Enquanto é dia...
“Enquanto é dia, precisamos realizar a obra daquele que me enviou. A noite se aproxima, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo” – Jo 9: 4-5.
Sim. Estamos em 2010! Eu não senti passar, mas já estamos precisamente no fim do primeiro mês do novo ano. Depois das tradicionais festas de fim de ano, olhei para 2010 e apresentei a ele as minhas expectativas. E ele olhou pra mim e me apresentou o trabalho, muito trabalho... E eis me aqui para compartilhar com vocês um pouquinho do que tem sido esse ano, que promete muito...
Aproveitei meu tempo de férias para estar mais próxima da igreja onde congrego. Iniciei uma série de estudos e implantamos um novo ministério, a Rede Ministerial. Seu objetivo é ajudar cada um a descobrir seus dons e encontrar sua vocação no Reino de Deus e Corpo de Cristo. Iniciar e dar asas a este ministério tem sido fascinante e desafiador. É maravilhoso ver pessoas caminhando em direção ao chamado de Deus e ao mesmo tempo é cansativo e penoso devido, sobretudo, à batalha espiritual que enfrento em cada reunião. Saio exausta, mas vale a pena!
Deus me direcionou a continuar na base de Jocum Vitória neste semestre e investir na área de Comunicação e Pesquisa, além de ajudar no desenvolvimento comunitário das mulheres de Flexal 2. Temos um grupo de 30 mulheres cadastradas que, a cada terça-feira, recebem alimentos de doação, oração e um tempo de dicas e conversa. Creio que ainda é muito pouco o que temos feito por elas, mas com certeza já é um começo e temos visto resultados. Nosso grande desafio com as mulheres da comunidade é o de tirá-las do alcoolismo. Ano passado levamos representantes do AA, que deram palestras, e já há quem queira fazer o tratamento.
Esse semestre também me comprometi a auxiliar na realização de mais uma Escola de Treinamento e Discipulado (Eted). Trata-se de uma escola de iniciação missionária, com duração de 5 meses, começa segunda-feira e por enquanto temos 9 alunos. Deus nos direcionou a termos uma escola transcultural, então, por isso parte dela será realizada numa comunidade que apresente uma cultura diferente da nossa. Pode ser aqui no Brasil ou fora. Temos orado e Deus tem trazido muitas ideias e desafios ao nosso coração, a forma que poderemos servir à nossa e a outras nações também, levando o Reino de Deus para tudo e para todos.
Agora em janeiro também aconteceu, em nossa base, um acampamento missionário para crianças e adolescentes, o que chamamos de campanha de King’s Kids. Tivemos 40 participantes, que aprenderam muito durante as ministrações e que ainda puderam compartilhar, doando-se na comunidade. Famílias de Flexal 2 receberam cestas básicas, janelas, roupas de cama e até um dia de beleza. Foi muito legal!
É... Muito trabalho! E confesso que tenho estado um pouco cansada. Mas Deus falou muito comigo através do texto de João, aquele que está lá em cima. Sabe, enquanto é dia, enquanto temos força, enquanto temos tempo, enquanto temos vida, façamos a vontade do Pai! Que nosso desejo enquanto estivermos nesse mundo seja o de ser luz, assim como foi Jesus, assim como Ele nos ensinou. Que Deus nos abençoe nessa nova jornada!
Alguns motivos de oração:
•Preciso mesmo receber força e graça do Senhor. Cansada, do jeito que estou, não terei ânimo pra tocar os projetos pra frente. E o ano só está começando...
•Ainda preciso de uma filmadora para dar início aos projetos de levar o Reino de Deus de forma visual.
•Minha família precisa conhecer a Deus, conhecer de verdade, plenamente...
•Preciso de um sustento financeiro maior para continuar como missionária em tempo integral. Moradia, alimentação, transporte, comunicação e higiene pessoal são compromissos mensais que eu tenho que arcar.
•Por projetos futuros e sonhos que Deus tem colocado no meu coração;
•Pela Eted, pelo projeto com Mulheres, pela área de Comunicação e Pesquisa.
E se vc quiser me ajudar mais...
Conta Poupança: 3990-0 operação: 013
Agência: 1034
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Sim. Estamos em 2010! Eu não senti passar, mas já estamos precisamente no fim do primeiro mês do novo ano. Depois das tradicionais festas de fim de ano, olhei para 2010 e apresentei a ele as minhas expectativas. E ele olhou pra mim e me apresentou o trabalho, muito trabalho... E eis me aqui para compartilhar com vocês um pouquinho do que tem sido esse ano, que promete muito...
Aproveitei meu tempo de férias para estar mais próxima da igreja onde congrego. Iniciei uma série de estudos e implantamos um novo ministério, a Rede Ministerial. Seu objetivo é ajudar cada um a descobrir seus dons e encontrar sua vocação no Reino de Deus e Corpo de Cristo. Iniciar e dar asas a este ministério tem sido fascinante e desafiador. É maravilhoso ver pessoas caminhando em direção ao chamado de Deus e ao mesmo tempo é cansativo e penoso devido, sobretudo, à batalha espiritual que enfrento em cada reunião. Saio exausta, mas vale a pena!
Deus me direcionou a continuar na base de Jocum Vitória neste semestre e investir na área de Comunicação e Pesquisa, além de ajudar no desenvolvimento comunitário das mulheres de Flexal 2. Temos um grupo de 30 mulheres cadastradas que, a cada terça-feira, recebem alimentos de doação, oração e um tempo de dicas e conversa. Creio que ainda é muito pouco o que temos feito por elas, mas com certeza já é um começo e temos visto resultados. Nosso grande desafio com as mulheres da comunidade é o de tirá-las do alcoolismo. Ano passado levamos representantes do AA, que deram palestras, e já há quem queira fazer o tratamento.
Esse semestre também me comprometi a auxiliar na realização de mais uma Escola de Treinamento e Discipulado (Eted). Trata-se de uma escola de iniciação missionária, com duração de 5 meses, começa segunda-feira e por enquanto temos 9 alunos. Deus nos direcionou a termos uma escola transcultural, então, por isso parte dela será realizada numa comunidade que apresente uma cultura diferente da nossa. Pode ser aqui no Brasil ou fora. Temos orado e Deus tem trazido muitas ideias e desafios ao nosso coração, a forma que poderemos servir à nossa e a outras nações também, levando o Reino de Deus para tudo e para todos.
Agora em janeiro também aconteceu, em nossa base, um acampamento missionário para crianças e adolescentes, o que chamamos de campanha de King’s Kids. Tivemos 40 participantes, que aprenderam muito durante as ministrações e que ainda puderam compartilhar, doando-se na comunidade. Famílias de Flexal 2 receberam cestas básicas, janelas, roupas de cama e até um dia de beleza. Foi muito legal!
É... Muito trabalho! E confesso que tenho estado um pouco cansada. Mas Deus falou muito comigo através do texto de João, aquele que está lá em cima. Sabe, enquanto é dia, enquanto temos força, enquanto temos tempo, enquanto temos vida, façamos a vontade do Pai! Que nosso desejo enquanto estivermos nesse mundo seja o de ser luz, assim como foi Jesus, assim como Ele nos ensinou. Que Deus nos abençoe nessa nova jornada!
Alguns motivos de oração:
•Preciso mesmo receber força e graça do Senhor. Cansada, do jeito que estou, não terei ânimo pra tocar os projetos pra frente. E o ano só está começando...
•Ainda preciso de uma filmadora para dar início aos projetos de levar o Reino de Deus de forma visual.
•Minha família precisa conhecer a Deus, conhecer de verdade, plenamente...
•Preciso de um sustento financeiro maior para continuar como missionária em tempo integral. Moradia, alimentação, transporte, comunicação e higiene pessoal são compromissos mensais que eu tenho que arcar.
•Por projetos futuros e sonhos que Deus tem colocado no meu coração;
•Pela Eted, pelo projeto com Mulheres, pela área de Comunicação e Pesquisa.
E se vc quiser me ajudar mais...
Conta Poupança: 3990-0 operação: 013
Agência: 1034
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Uma carta a 2009
Bom, já que todos estão se despedindo de você, eu também vou. Algumas pessoas preferem pular suas últimas ondas na praia, acender velas pra iluminar seus últimos minutos, mas eu decidi te escrever uma carta, ano de 2009! Uma carta de despedida! Afinal, a gente aprende, como parte da boa educação, a sempre se despedir de quem parte.
Não sei pra onde vc vai, para ser bem sincera, não vou ficar com muita saudade de vc não, mas não posso negar que vc foi um ano marcante. Aliás, vc começou de uma forma fascinante! E claro, que me deixou fascinada também! Mas também, quem não se enche de expectativa e de esperança no início de mais um ano? E eu tinha muitos motivos... Por um momento desejei que seus dias não passassem, que o tempo parasse... Eu estava acordada, mas na verdade estava sonhando! Sabe que por um momento achei que vc fosse ganhar o título de ‘O ano mais feliz da minha vida!’? É, eu estava disposta a te premiar sim, vc realmente me impressionou muito! Mas então, o tempo passou né... E vc decidiu sair do alcance das minhas mãos. Sim, você sabia que eu adorava ter o controle de tudo e te controlar era mais do que natural para mim, mas vc fugiu entre os meus dedos e eu sofri. Eu chorei sabia? E vc nem viu...
Eram tantos projetos, tanto trabalho... Confesso que não parei para olhar seu pôr-do-sol. E nem percebi a chegada do outono. As folhas caíam e meus olhos só notavam o que havia dentro de mim. Tenho que confessar tb que não fui fiel a vc. Eu te fiz tantas promessas... Cumpri tão poucas. Sim, sou culpada de algumas, mas outras não dependeram de mim, sorry! Perdi tanto tempo...
Mas vc não precisava ser tão vingativo! Não, não quero me fazer de vítima não, mas vc pegou pesado comigo. Foram horas, dias, meses perguntando pra vc o que estava acontecendo e vc sempre me deixando sem respostas. O que eu podia fazer? Desejei que vc terminasse logo, que vc partisse logo... Oras, eu nunca fui muito sábia e achava que com a sua partida as coisas iriam melhorar. Mas vc me mostrou que não era bem assim. Vc não poderia partir sem me ensinar algumas coisas. Então, apesar de não concordar muito com a sua didática, eu quero te agradecer. E a primeira coisa que agradeço é pelas longas noites em claro. Nas primeiras noites eu chorei, nas seguintes eu refleti e nas últimas eu pude acompanhar o nascer do Sol. Também te agradeço pelas lágrimas. As primeiras foram de dor, as seguintes de raiva, mas hj elas são apenas de louvor! Ah, também te agradeço pelos sorrisos, que primeiro eram amarelos, depois forçados, mas agora são verdadeiros. Legal isso né? Sabe qual o nome? Crescimento. E posso te dizer que isso foi algo notório em minha vida neste ano. Mas é claro que continuo a ter 1,56 m. de altura...rs...
Ah, também junto contigo descobri algumas coisas em mim que precisavam ser consertadas. Eu não preciso ter o controle, eu posso entregá-lo a alguém mais qualificado! Caramba, se isso não acontecesse esse ano, nem sei o que seria de mim no próximo. Vi o quanto minha visão sobre Deus, sobre mim mesmo e sobre os outros estava distorcida e reconhecer isso foi mais difícil do que mudar. O espelho da minh'alma mostrou o quão horrível eu estava. Olha, muito obrigada mesmo por ter sido um instrumento a me abrir os olhos. É, porque eu sinto te informar que vc foi usado, viu 2009. E usado por Deus, para que tudo isso acontecesse. Não briga comigo não, vai falar com Ele!
Obrigada também por ter me ajudado a investir mais em meus dons e talentos. Da sua metade pra cá eu vi o quanto isso foi desenvolvido em meu ministério. Eu fiquei surpresa. Acho que fiz um bom trabalho.
Ah, como ia me esquecendo... Obrigada tb por ter proporcionado momentos excelentes com minha família, amigos e pessoas que conheci esse ano. Amo pessoas e suas histórias e aprofundar a amizade com muitas delas foi realmente maravilhoso!
Então... Agora a poucos dias de sua partida vejo que tenho mais motivos para agradecer do que para lamentar. Não sei se o próximo ano será como vc, espero que não (nada contra, é porque eu gosto de novidades!!!...rs), mas eu me despeço de vc sem mágoas, sem pendências e grata por tudo, exatamente por tudo que aconteceu. E se eu tivesse uma chance de voltar ao tempo sabe o que eu faria? Eu não mudaria nada, exatamente nada, viveria vc, com toda a intensidade que vivi. Vc parte, mas muito de vc ficará aqui, em minhas lembranças e cicatrizes. Prometo não ser tão nostálgica (como se eu conseguisse!!!), tentar não repetir os mesmos erros, e conquistar coisas novas com as armas que vc me deu. Ah, e prometo ser boazinha tb...rs...
E que venha 2010!
Não sei pra onde vc vai, para ser bem sincera, não vou ficar com muita saudade de vc não, mas não posso negar que vc foi um ano marcante. Aliás, vc começou de uma forma fascinante! E claro, que me deixou fascinada também! Mas também, quem não se enche de expectativa e de esperança no início de mais um ano? E eu tinha muitos motivos... Por um momento desejei que seus dias não passassem, que o tempo parasse... Eu estava acordada, mas na verdade estava sonhando! Sabe que por um momento achei que vc fosse ganhar o título de ‘O ano mais feliz da minha vida!’? É, eu estava disposta a te premiar sim, vc realmente me impressionou muito! Mas então, o tempo passou né... E vc decidiu sair do alcance das minhas mãos. Sim, você sabia que eu adorava ter o controle de tudo e te controlar era mais do que natural para mim, mas vc fugiu entre os meus dedos e eu sofri. Eu chorei sabia? E vc nem viu...
Eram tantos projetos, tanto trabalho... Confesso que não parei para olhar seu pôr-do-sol. E nem percebi a chegada do outono. As folhas caíam e meus olhos só notavam o que havia dentro de mim. Tenho que confessar tb que não fui fiel a vc. Eu te fiz tantas promessas... Cumpri tão poucas. Sim, sou culpada de algumas, mas outras não dependeram de mim, sorry! Perdi tanto tempo...
Mas vc não precisava ser tão vingativo! Não, não quero me fazer de vítima não, mas vc pegou pesado comigo. Foram horas, dias, meses perguntando pra vc o que estava acontecendo e vc sempre me deixando sem respostas. O que eu podia fazer? Desejei que vc terminasse logo, que vc partisse logo... Oras, eu nunca fui muito sábia e achava que com a sua partida as coisas iriam melhorar. Mas vc me mostrou que não era bem assim. Vc não poderia partir sem me ensinar algumas coisas. Então, apesar de não concordar muito com a sua didática, eu quero te agradecer. E a primeira coisa que agradeço é pelas longas noites em claro. Nas primeiras noites eu chorei, nas seguintes eu refleti e nas últimas eu pude acompanhar o nascer do Sol. Também te agradeço pelas lágrimas. As primeiras foram de dor, as seguintes de raiva, mas hj elas são apenas de louvor! Ah, também te agradeço pelos sorrisos, que primeiro eram amarelos, depois forçados, mas agora são verdadeiros. Legal isso né? Sabe qual o nome? Crescimento. E posso te dizer que isso foi algo notório em minha vida neste ano. Mas é claro que continuo a ter 1,56 m. de altura...rs...
Ah, também junto contigo descobri algumas coisas em mim que precisavam ser consertadas. Eu não preciso ter o controle, eu posso entregá-lo a alguém mais qualificado! Caramba, se isso não acontecesse esse ano, nem sei o que seria de mim no próximo. Vi o quanto minha visão sobre Deus, sobre mim mesmo e sobre os outros estava distorcida e reconhecer isso foi mais difícil do que mudar. O espelho da minh'alma mostrou o quão horrível eu estava. Olha, muito obrigada mesmo por ter sido um instrumento a me abrir os olhos. É, porque eu sinto te informar que vc foi usado, viu 2009. E usado por Deus, para que tudo isso acontecesse. Não briga comigo não, vai falar com Ele!
Obrigada também por ter me ajudado a investir mais em meus dons e talentos. Da sua metade pra cá eu vi o quanto isso foi desenvolvido em meu ministério. Eu fiquei surpresa. Acho que fiz um bom trabalho.
Ah, como ia me esquecendo... Obrigada tb por ter proporcionado momentos excelentes com minha família, amigos e pessoas que conheci esse ano. Amo pessoas e suas histórias e aprofundar a amizade com muitas delas foi realmente maravilhoso!
Então... Agora a poucos dias de sua partida vejo que tenho mais motivos para agradecer do que para lamentar. Não sei se o próximo ano será como vc, espero que não (nada contra, é porque eu gosto de novidades!!!...rs), mas eu me despeço de vc sem mágoas, sem pendências e grata por tudo, exatamente por tudo que aconteceu. E se eu tivesse uma chance de voltar ao tempo sabe o que eu faria? Eu não mudaria nada, exatamente nada, viveria vc, com toda a intensidade que vivi. Vc parte, mas muito de vc ficará aqui, em minhas lembranças e cicatrizes. Prometo não ser tão nostálgica (como se eu conseguisse!!!), tentar não repetir os mesmos erros, e conquistar coisas novas com as armas que vc me deu. Ah, e prometo ser boazinha tb...rs...
E que venha 2010!
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
A Chuva Passou...
É normal ao fim de cada ano olharmos para trás e fazermos um balanço sobre como foi a passagem de mais uma temporada. Não sei quem nos ensinou a ter essa postura, mas isso nos leva à reflexão e normalmente nos dá como resposta um ‘termômetro’ a ser usado no próximo ano. Tentamos então, para o futuro, melhorar o que fizemos bem e evitar o que fizemos mal.
Mas antes de falar de como foi o meu ano, gostaria de compartilhar sobre um episódio da série Nooma, do pastor Rob Bell, chamado Rain (Chuva), que assisti por esses dias. Talvez eu o consiga postar aqui no blog. E nesse episódio, o pastor conta uma experiência marcante que ele teve com o filho de um ano de idade. Num belo dia ensolarado, os dois saíram a passear pela floresta (não, não é a história da Chapeuzinho Vermelho!). O bebê estava numa dessas mochilas para carregar bebê, nas costas do pai, e os dois apreciavam o cenário de árvores, pássaros e barulhos exóticos. Foi aí que, de repente, começou a chover e o pai retornou, porém, ele já tinha andado bastante e mesmo que ele corresse não poderia evitar que seu bebê tomasse toda aquela chuva torrencial que caía.
O bebê ficou com medo dos raios e trovões e começou a chorar, a gritar, a berrar com toda a força dos seus pulmões e o pai o tirou do carregador e o colocou de encontro ao seu peito, tentando ao máximo protegê-lo, sussurrando ao seu ouvido que ele o amava e que estava ali. Eles chegaram em casa e para Rob foi a experiência mais íntima, mais profunda, mais marcante que ele tinha tido com seu filho.
No entanto, imagine que o bebê cresça e questione ao seu pai do porquê dele ter permitido que ele passasse por aquela tempestade. Talvez ele falaria coisas do tipo: “Você não me ama, porque se me amasse não permitiria que eu passasse por isso!” ou “Onde você estava quando eu chorei, quando eu gritei? Você me deixou sozinho!” ou ainda “Por que você não fez nada?”. Quão frustrante seria para o pai ouvir tais perguntas da experiência que ele imaginava ser a melhor de suas vidas.
Assistir a essa história foi impactante pra mim, porque olhando para os últimos 12 meses, posso dizer que eu tive um ano bastante difícil. Talvez o mais difícil desde 1998. Atravessei um deserto de perdas, conflitos e trevas profundas que me deixaram à beira de uma crise emocional e existencial. Engoli lágrimas amargas, desabei diante de gigantes que só eu enxergava, por várias vezes perdi a batalha contra mim mesmo. Eu me sentia sozinha, incompreendida e perdida. E não foram poucas as vezes nesse período que, insensatamente, questionei a soberania e o amor de Deus por mim.
Ao escrever sobre o ano de 2009 confesso que as primeiras lembranças são desse período de lutas e tempestades e por isso nutri o desejo de que o ano terminasse depressa. Não que eu acredite que possa haver um passe de mágica na passagem de 31 de dezembro, mas a gente aprende a acreditar que algumas coisas só o tempo pode resolver. Mas ainda que sejam as primeiras lembranças, essas não são de forma alguma, as que mais pesam na balança.
Percebi que mesmo diante de tudo isso, em todo o tempo, ao longo deste ano, o Pai estava comigo. Ele não queria que eu passasse pela tempestade, mas Ele a passou comigo, me ajudando a crescer, a mudar, a abandonar comportamentos destrutivos e a, principalmente, olhar para Ele.
Ele me apertou bem forte contra seu peito quando eu senti medo dos raios e trovões...
Ele me carregou nos braços quando eu não tinha mais forças para caminhar...
Ele disse que me amava e que estava perto quando eu mais me senti sozinha...
Ele me fez entender que ainda que a minha tempestade durasse um ano, a alegria brilharia ao amanhecer...
E isso faz toda a diferença! Sim, foram momentos difíceis, mas hoje – mais forte e curada – também me sinto mais preparada para os desafios que se aproximam. É como se apenas agora a primavera começasse a florescer. Claro, há sempre ‘N’ coisas para se aprender, mas uma coisa é certa: Eu não sou mais a mesma Fabiana e, já passada a chuva, posso olhar para o céu e ver as nuvens carregadas dando espaço aos raios de Sol e ao lindo arco-íris que me traz à memória a aliança eterna de Deus para comigo!
Desafios
- Bom, e como o tempo não pára, semana que vem estou viajando para a Assembléia Nacional da Jocum em Goiás. Peço que orem por mim, pela viagem e para que o tempo lá seja bem edificante.
- Também estou levantando mantenedores que desejam caminhar comigo durante o próximo ano. Quero te desafiar a orar sobre isso. Você pode somar comigo!
- Ainda estou orando por uma filmadora profissional para desenvolver os documentários com fundamentos cristãos em nossa base. Fique bem à vontade para ser resposta nesse propósito.
E para aqueles que não falarei até o final do ano, desejo que tenham um feliz natal e que Deus possa renovar os sonhos de cada um para o ano que se aproxima. Que venha 2010!
Mas antes de falar de como foi o meu ano, gostaria de compartilhar sobre um episódio da série Nooma, do pastor Rob Bell, chamado Rain (Chuva), que assisti por esses dias. Talvez eu o consiga postar aqui no blog. E nesse episódio, o pastor conta uma experiência marcante que ele teve com o filho de um ano de idade. Num belo dia ensolarado, os dois saíram a passear pela floresta (não, não é a história da Chapeuzinho Vermelho!). O bebê estava numa dessas mochilas para carregar bebê, nas costas do pai, e os dois apreciavam o cenário de árvores, pássaros e barulhos exóticos. Foi aí que, de repente, começou a chover e o pai retornou, porém, ele já tinha andado bastante e mesmo que ele corresse não poderia evitar que seu bebê tomasse toda aquela chuva torrencial que caía.
O bebê ficou com medo dos raios e trovões e começou a chorar, a gritar, a berrar com toda a força dos seus pulmões e o pai o tirou do carregador e o colocou de encontro ao seu peito, tentando ao máximo protegê-lo, sussurrando ao seu ouvido que ele o amava e que estava ali. Eles chegaram em casa e para Rob foi a experiência mais íntima, mais profunda, mais marcante que ele tinha tido com seu filho.
No entanto, imagine que o bebê cresça e questione ao seu pai do porquê dele ter permitido que ele passasse por aquela tempestade. Talvez ele falaria coisas do tipo: “Você não me ama, porque se me amasse não permitiria que eu passasse por isso!” ou “Onde você estava quando eu chorei, quando eu gritei? Você me deixou sozinho!” ou ainda “Por que você não fez nada?”. Quão frustrante seria para o pai ouvir tais perguntas da experiência que ele imaginava ser a melhor de suas vidas.
Assistir a essa história foi impactante pra mim, porque olhando para os últimos 12 meses, posso dizer que eu tive um ano bastante difícil. Talvez o mais difícil desde 1998. Atravessei um deserto de perdas, conflitos e trevas profundas que me deixaram à beira de uma crise emocional e existencial. Engoli lágrimas amargas, desabei diante de gigantes que só eu enxergava, por várias vezes perdi a batalha contra mim mesmo. Eu me sentia sozinha, incompreendida e perdida. E não foram poucas as vezes nesse período que, insensatamente, questionei a soberania e o amor de Deus por mim.
Ao escrever sobre o ano de 2009 confesso que as primeiras lembranças são desse período de lutas e tempestades e por isso nutri o desejo de que o ano terminasse depressa. Não que eu acredite que possa haver um passe de mágica na passagem de 31 de dezembro, mas a gente aprende a acreditar que algumas coisas só o tempo pode resolver. Mas ainda que sejam as primeiras lembranças, essas não são de forma alguma, as que mais pesam na balança.
Percebi que mesmo diante de tudo isso, em todo o tempo, ao longo deste ano, o Pai estava comigo. Ele não queria que eu passasse pela tempestade, mas Ele a passou comigo, me ajudando a crescer, a mudar, a abandonar comportamentos destrutivos e a, principalmente, olhar para Ele.
Ele me apertou bem forte contra seu peito quando eu senti medo dos raios e trovões...
Ele me carregou nos braços quando eu não tinha mais forças para caminhar...
Ele disse que me amava e que estava perto quando eu mais me senti sozinha...
Ele me fez entender que ainda que a minha tempestade durasse um ano, a alegria brilharia ao amanhecer...
E isso faz toda a diferença! Sim, foram momentos difíceis, mas hoje – mais forte e curada – também me sinto mais preparada para os desafios que se aproximam. É como se apenas agora a primavera começasse a florescer. Claro, há sempre ‘N’ coisas para se aprender, mas uma coisa é certa: Eu não sou mais a mesma Fabiana e, já passada a chuva, posso olhar para o céu e ver as nuvens carregadas dando espaço aos raios de Sol e ao lindo arco-íris que me traz à memória a aliança eterna de Deus para comigo!
Desafios
- Bom, e como o tempo não pára, semana que vem estou viajando para a Assembléia Nacional da Jocum em Goiás. Peço que orem por mim, pela viagem e para que o tempo lá seja bem edificante.
- Também estou levantando mantenedores que desejam caminhar comigo durante o próximo ano. Quero te desafiar a orar sobre isso. Você pode somar comigo!
- Ainda estou orando por uma filmadora profissional para desenvolver os documentários com fundamentos cristãos em nossa base. Fique bem à vontade para ser resposta nesse propósito.
E para aqueles que não falarei até o final do ano, desejo que tenham um feliz natal e que Deus possa renovar os sonhos de cada um para o ano que se aproxima. Que venha 2010!
sábado, 14 de novembro de 2009
Mas o que a Jocum está fazendo aqui???
Como expositora do estande da Jocum na XX Feira do Verde, essa foi a pergunta que eu mais tive que responder. Acredite, havia muitas coisas legais e intrigantes em nosso estande que tratava sobre a Mordomia da Criação: Cartazes abstratos, fotografias ampliadas e não-identificadas, frases soltas anexadas na parede... Mas, o que mais chamava a atenção das pessoas, principalmente das cristãs, era o fato de nós, uma organização missionária evangélica estar presente num evento em que o foco era a preservação ambiental.
A Jocum? Aqui?
E ouvir tantas vezes a mesma pergunta gerou em mim outras tantas:
O que nós, cristãos, temos a ver com o meio ambiente?
O que temos a ver com o aquecimento global, com a reciclagem de lixo, com a economia de luz e água, com políticas de sustentabilidade?
E Deus, será que Deus tem a ver com tudo isso? Será que Ele se importa? Será que todas essas coisas são relevantes para Ele?
Se você tem mais de 20 anos, como eu, assistiu na TV aquela série de desenhos e filmes dos Caça-Fantasmas. Lembra do Geléia? Até hoje tento imitar a voz dele...rs... Mas o que me faz lembrar desses personagens enquanto escrevo é que as pessoas consideram Deus como se fizesse parte da Companhia dos Caça-Fantasmas, como alguém somente interessado em ‘almas’.
E deixa eu escrever algo libertador: DEUS NÃO É UM CAÇA-FANTASMA! Ele não sai correndo atrás de almas penadas!!!
O Deus que eu conheço, o Deus da Bíblia se importa com todas as coisas, porque TUDO foi criado por Ele. Ele não se importa somente com a salvação da minha alma, ele também quer redimir meu corpo, minhas emoções, meu intelecto e meus relacionamentos. Ele não se importa somente com o ser humano, mas também com o meio em que ele vive. E a verdade é que o meio em que vivemos, toda a Criação, geme à espera da manifestação dos filhos de Deus.
Os rios poluídos gemem...
As geleiras derretendo gemem...
As praias imundas gemem...
As florestas desmatadas gemem...
Os animais domésticos maltratados gemem...
Os animais selvagens traficados gemem...
Os animais em extinção gemem...
E a pergunta que não quer calar é: Onde estão os filhos de Deus que vão levantar sua voz, que vão gritar, que vão se manifestar contra a cruel exploração que o planeta tem sofrido? Onde estão os bons mordomos que um dia levantaram a mão e se comprometeram a fazer a vontade de Deus? Onde estão os filhos que vão se importar com aquilo que é realmente importante para o Pai?
Talvez estejam escondidos em quatro paredes, ocupados demais em promover entretenimento e campanhas egoístas, cegos demais para enxergar o que está acontecendo na casa a qual foram incumbidos de administrar...
Mas é bom que uma coisa fique bem clara: A ordem dada por Deus a Adão para cuidar do jardim se estende a nós. NÓS SOMOS MORDOMOS! E como todo mordomo, um dia nós iremos prestar contas ao dono da casa acerca dos nossos serviços. E mesmo que você nunca tenha derrubado nenhuma árvore, você irá responder da mesma forma por aquele que devastou florestas inteiras. Sabe porque? Porque cabe a nós discipular o mundo, cabe a nós ensinar os valores corretos para que então seja gerada a transformação na sociedade que tanto pregamos e almejamos.
Porém, a sociedade não vai mudar enquanto a nossa mentalidade não mudar! Enquanto ainda nos espantarmos em ver cristãos em meios considerados ‘seculares’ (outro dia falaremos mais a respeito desse termo). Enquanto resistirmos em ser a luz e o sal desta terra. Seria muito bom se passássemos mais tempo meditando nos primeiros capítulos de Gênesis e no Salmo 19, quem sabe a gente não descobre de uma vez por todas a nossa real missão nesta Terra?!!
A Jocum? Aqui?
E ouvir tantas vezes a mesma pergunta gerou em mim outras tantas:
O que nós, cristãos, temos a ver com o meio ambiente?
O que temos a ver com o aquecimento global, com a reciclagem de lixo, com a economia de luz e água, com políticas de sustentabilidade?
E Deus, será que Deus tem a ver com tudo isso? Será que Ele se importa? Será que todas essas coisas são relevantes para Ele?
Se você tem mais de 20 anos, como eu, assistiu na TV aquela série de desenhos e filmes dos Caça-Fantasmas. Lembra do Geléia? Até hoje tento imitar a voz dele...rs... Mas o que me faz lembrar desses personagens enquanto escrevo é que as pessoas consideram Deus como se fizesse parte da Companhia dos Caça-Fantasmas, como alguém somente interessado em ‘almas’.
E deixa eu escrever algo libertador: DEUS NÃO É UM CAÇA-FANTASMA! Ele não sai correndo atrás de almas penadas!!!
O Deus que eu conheço, o Deus da Bíblia se importa com todas as coisas, porque TUDO foi criado por Ele. Ele não se importa somente com a salvação da minha alma, ele também quer redimir meu corpo, minhas emoções, meu intelecto e meus relacionamentos. Ele não se importa somente com o ser humano, mas também com o meio em que ele vive. E a verdade é que o meio em que vivemos, toda a Criação, geme à espera da manifestação dos filhos de Deus.
Os rios poluídos gemem...
As geleiras derretendo gemem...
As praias imundas gemem...
As florestas desmatadas gemem...
Os animais domésticos maltratados gemem...
Os animais selvagens traficados gemem...
Os animais em extinção gemem...
E a pergunta que não quer calar é: Onde estão os filhos de Deus que vão levantar sua voz, que vão gritar, que vão se manifestar contra a cruel exploração que o planeta tem sofrido? Onde estão os bons mordomos que um dia levantaram a mão e se comprometeram a fazer a vontade de Deus? Onde estão os filhos que vão se importar com aquilo que é realmente importante para o Pai?
Talvez estejam escondidos em quatro paredes, ocupados demais em promover entretenimento e campanhas egoístas, cegos demais para enxergar o que está acontecendo na casa a qual foram incumbidos de administrar...
Mas é bom que uma coisa fique bem clara: A ordem dada por Deus a Adão para cuidar do jardim se estende a nós. NÓS SOMOS MORDOMOS! E como todo mordomo, um dia nós iremos prestar contas ao dono da casa acerca dos nossos serviços. E mesmo que você nunca tenha derrubado nenhuma árvore, você irá responder da mesma forma por aquele que devastou florestas inteiras. Sabe porque? Porque cabe a nós discipular o mundo, cabe a nós ensinar os valores corretos para que então seja gerada a transformação na sociedade que tanto pregamos e almejamos.
Porém, a sociedade não vai mudar enquanto a nossa mentalidade não mudar! Enquanto ainda nos espantarmos em ver cristãos em meios considerados ‘seculares’ (outro dia falaremos mais a respeito desse termo). Enquanto resistirmos em ser a luz e o sal desta terra. Seria muito bom se passássemos mais tempo meditando nos primeiros capítulos de Gênesis e no Salmo 19, quem sabe a gente não descobre de uma vez por todas a nossa real missão nesta Terra?!!
sábado, 17 de outubro de 2009
Jesus e meus 20 e poucos anos...
Se algum dia eu escrever um livro (um dos meus projetos pessoais), acho que gostaria que ele tivesse esse título: ‘Jesus e meus 20 e poucos anos...’. No último dia 9 de outubro fechei uma década fascinante da minha vida. Uma década de transformações, descobertas, aventuras, desilusões e muitas conquistas. Uma década de muitas histórias para contar... Eu tinha apenas 20 anos quando conheci alguém que mudou a minha vida, para toda uma eternidade!
Ele perdoou o meu passado e assegurou o meu futuro. Ofereceu-me sua mão para me guiar e fortaleceu as minhas pernas para uma nova jornada... Deu-me um novo caminho e de alegria encheu meu coração.
Talvez um livro fosse muito pouco para descrever tudo que vivi com Deus nesses 10 anos. O quanto aprendi...
O quanto ensinei...
O quanto experimentei...
O quanto cresci!
Ganhei uma nova família, aprendi a amar a minha antiga. Mergulhei em Seus ensinamentos, fui apresentada a Seu caráter. E na busca por conhecê-lo cada vez mais, descobri também quem eu sou nEle. Descobri a minha missão...
Por mais que ame a arte de escrever e faça isso com imenso prazer, não sei descrever o tamanho da minha gratidão por Ele...
Por tudo que Ele tem feito, por tudo que Ele é para mim... A Ele o meu amor e a minha vida, sempre!
Missão
Outubro tem sido um mês muito especial para mim. Não só porque cheguei aos 30 anos e estou mais madura e preparada para antigos e novos projetos, mas porque Deus tem sido muito gracioso e fiel!
O trabalho da Jocum na comunidade de Flexal 2 não pára e temos colhido muitos e bons frutos. Conseguimos contactar um voluntário do AA (Alcoólicos Anônimos), que depois de uma visita às nossas reuniões com as mulheres do Mesa Brasil, prontificou-se em nos ajudar a vencer o alcoolismo em nossa comunidade.
Deus também tem nos incomodado com relação ao tratamento do lixo na comunidade. A situação hoje não é nada bonita. Há lixo espalhado na rua, nos morros, dentro das casas e quintais. Há lixo queimando por todos os lados... E Deus nos chamou para, junto com a comunidade, mudar isso e que Flexal 2 reflita a glória de Deus!
Na última semana levamos as crianças do Projeto Casa Gileade para uma visita ao rio Bubu, em Cariacica. Eles oraram para que Deus transforme o rio sujo e cheio de entulhos em um rio limpo e cheio de vida! E, num ato profético, comprometeram-se a preservar o rio Bubu. É o começo de grandes transformações não só na comunidade, mas em toda sociedade...
E como outubro também é mês das crianças, as nossas crianças do projeto ganharam um dia de muita diversão, com direito a pipoca, algodão doce, pula-pula e castelinho... Foi maravilhoso ver a alegria estampada em cada rostinho...
Também é uma alegria pra mim poder compartilhar todas essas coisas. Meu desejo é que você, leitor, de alguma forma seja parte de tudo isso, para que a nossa alegria seja ainda mais completa...
Um grande abraço!
Ele perdoou o meu passado e assegurou o meu futuro. Ofereceu-me sua mão para me guiar e fortaleceu as minhas pernas para uma nova jornada... Deu-me um novo caminho e de alegria encheu meu coração.
Talvez um livro fosse muito pouco para descrever tudo que vivi com Deus nesses 10 anos. O quanto aprendi...
O quanto ensinei...
O quanto experimentei...
O quanto cresci!
Ganhei uma nova família, aprendi a amar a minha antiga. Mergulhei em Seus ensinamentos, fui apresentada a Seu caráter. E na busca por conhecê-lo cada vez mais, descobri também quem eu sou nEle. Descobri a minha missão...
Por mais que ame a arte de escrever e faça isso com imenso prazer, não sei descrever o tamanho da minha gratidão por Ele...
Por tudo que Ele tem feito, por tudo que Ele é para mim... A Ele o meu amor e a minha vida, sempre!
Missão
Outubro tem sido um mês muito especial para mim. Não só porque cheguei aos 30 anos e estou mais madura e preparada para antigos e novos projetos, mas porque Deus tem sido muito gracioso e fiel!
O trabalho da Jocum na comunidade de Flexal 2 não pára e temos colhido muitos e bons frutos. Conseguimos contactar um voluntário do AA (Alcoólicos Anônimos), que depois de uma visita às nossas reuniões com as mulheres do Mesa Brasil, prontificou-se em nos ajudar a vencer o alcoolismo em nossa comunidade.
Deus também tem nos incomodado com relação ao tratamento do lixo na comunidade. A situação hoje não é nada bonita. Há lixo espalhado na rua, nos morros, dentro das casas e quintais. Há lixo queimando por todos os lados... E Deus nos chamou para, junto com a comunidade, mudar isso e que Flexal 2 reflita a glória de Deus!
Na última semana levamos as crianças do Projeto Casa Gileade para uma visita ao rio Bubu, em Cariacica. Eles oraram para que Deus transforme o rio sujo e cheio de entulhos em um rio limpo e cheio de vida! E, num ato profético, comprometeram-se a preservar o rio Bubu. É o começo de grandes transformações não só na comunidade, mas em toda sociedade...
E como outubro também é mês das crianças, as nossas crianças do projeto ganharam um dia de muita diversão, com direito a pipoca, algodão doce, pula-pula e castelinho... Foi maravilhoso ver a alegria estampada em cada rostinho...
Também é uma alegria pra mim poder compartilhar todas essas coisas. Meu desejo é que você, leitor, de alguma forma seja parte de tudo isso, para que a nossa alegria seja ainda mais completa...
Um grande abraço!
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